05 de Janeiro
Lâmpadas econômicas tornam-se controversas pelo uso de mercúrio
Em 17 de fevereiro 2009, a Comissão Europeia determinou, por decreto, o fim da lâmpada clássica. Desde então, as tradicionais lâmpadas incandescentes estão sendo gradualmente retiradas do mercado na União Europeia e substituídas por lâmpadas econômicas – geralmente por lâmpadas compactas fluorescentes, que são energeticamente mais eficientes.
Esses tipos de lâmpadas deveriam contribuir para a proteção do clima, por consumirem menos energia, com maior eficiência luminosa, reduzindo as emissões de gases do efeito estufa.
Isso foi motivo suficiente para a Comissão Europeia dar fim à carreira das lâmpadas incandescentes, que convertem apenas 5% da energia fornecida em luz visível: o restante vira calor.
Niklas Schinerl, Energiesprecher Greenpeace Österreich, Copyright: GreenpeaceNiklas Schinerl, do Greenpeace austríaco
Finalmente parece começar a era das novas e mais caras lâmpadas econômicas. A indústria fica satisfeita por lucrar com ela.
Os políticos ficam felizes por poderem exibir um sucesso na luta contra a mudança climática. E grupos ambientalistas, como Greenpeace e WWF, dão boas vindas às lâmpadas econômicas.
Niklas Schinerl, porta-voz do Greenpeace austríaco para energia, deseja há tempos que a lâmpada tradicional seja retirada do mercado e substituída por sistemas de iluminação mais eficientes.
Boa imagem arranhada
Mas a boa imagem da lâmpada – vendida pela indústria como mercadoria eficiente e de longa vida útil – é logo arranhada quando se fica sabendo que ela contém mercúrio altamente tóxico, sendo, portanto, um produto que deve ser eliminado separadamente, e não jogado no lixo doméstico.
Muitos grupos ambientalistas ignoraram durante muito tempo as desvantagens da lâmpada econômica. Tecnicamente, ela é uma variante complexa de um tubo fluorescente e emite um espectro de luz que se assemelha muito menos ao da luz solar do que o das lâmpadas tradicionais.
Foi deixada de lado, por muito tempo, até mesmo a cintilação típica das luzes fluorescentes, cujo efeito sobre o organismo humano ainda não está totalmente esclarecido. Assim como a longa durabilidade do produto alegada pela indústria: um argumento publicitário que se revelou uma meia verdade.
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